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Um povo sem historia 

 um povo sem cultura

 

CHAMADA

 A importância das culturas

pré-históricas da ilha de Santa Catarina

  

OBJETIVO

Difundir as Riquezas Culturais da Ilha

O HOMEM DO SAMBAQUI

APRESENTAÇÃO

 

 

JUSTIFICATIVA: 

                                          Os povos do mundo em geral procuram difundir sua história e explorar seus personagens comercialmente mesmo as vezes não tendo compromissos com a verdade.

  Ex. A casa do Dracula

 

 

 

OBJETIVO:

Difundir para os atuais moradores   e   para    o   maior     numero     de visitantes possível  as  ricas e variadas culturas dos   habitantes  pré–históricos e seus costumes   nas  diversas  épocas em que  povoaram  a   

           Ilha de Santa Catarina.

                          

 

METAS:

                    Formar um nova consciência mais ampla das origens da ilha no seu esplendor e sendo a milhares de anos habitada e que em todas as épocas seus ocupantes pareciam sofrer de uma forte e estranha atração pela Ilha.

 

 

Tradição UMBU

que viveu entre 10.000 e 1000 anos atrás, são os mais antigos moradores do sul do Brasil, viviam em pequenos grupos, próximo aos arroios, e ou em abrigos rochosos, Caçavam, Pescavam e Coletavam nas áreas abertas. Caçavam, anta, veado, porco do mato, cutia, coati, paca, bugio, jaguatirica, tatu, ratão do banhado, preá, cágados, lagartos. Pescavam e recolhiam ovos de pássaros, caramujos e frutas. Seus instrumentos eram feitos de pedras lascadas e de pedras polidas entre estes as bolas de boleadeiras.

Faziam gravuras nas paredes dos abrigos, simples rabiscos irregulares.

 

Tradição HUMAITÁ

que viveu entre 8.000 e 1.000 anos atrás, viviam em pequenos grupos, próximo aos arroios, sangas e ou em abrigos rochosos, Caçavam, Pescavam e Coletavam nas florestas. Nas florestas caçavam animais como anta, veados, capivara, porcos do mato, macacos, gato do mato, ratão do banhado, tatu, lagartos. No rio pescavam e coletavam moluscos e recolhiam frutas

Em alguns abrigos no vale Jacuí (RS) foram encontradas gravações com formas de pisadas de animais ( gatos, veados e aves) e símbolos sexuais masculino e femininos.

 

Tradição SAMBAQUIANA

Coletores, pescadores e caçadores do litoral que viveu entre 6.000 e 1.000 anos atrás,

são acúmulos de conchas que podem formar morros de até 30 m de altura.

Estão localizados ao longo de lagoas, lagunas, mangues, pântanos ou baías, ricos em alimentos durante o ano todo.

Os instrumentos são; Pedras lascadas de quartzo e diabásio, moedores, pesos de redes ou de anzol; laminas polidas ou semipolidas de machados, pequenas peças fusiformes, bem acabadas pratos, bastões e pequenas esculturas finamente esculpidas, representando aves, peixes, quadrúpedes e raramente antropomorfos.

 Enterravam os mortos no meio das conchas

 

Tradição TAQUARA e  ITARARÉ

Os primitivos engenheiros do planalto e suas estruturas subterrâneas

Grupos humanos ceramistas e horticultores que chegaram por volta de 140 depois de Cristo, moravam em casas subterrâneas, circulares, de vários tamanhos dentro do mato ou em campo aberto próximo a córrego, nascente ou banhados do planalto do sul do Brasil durante o inverno ocupavam o planalto e no verão migravam para o litoral. Faziam pequenos potes e tigelas de barro.

Os artefatos de pedras polidas eram mãos-de-pilão e laminas de machados, em pedras lascadas usavam talhadores, raspadores e lascas. São os antepassados dos Kaingáng

 

Tradição GUARANI

 ( Tupi-guarani )

Migraram da Amazônia  500 anos depois de Cristo.

Viviam em aldeias coletivas, as mulheres plantavam, as roças de aipim, abóboras, batata doce, amendoim, feijão, cará, fumo, algodão  e os homens caçavam e pescavam, faziam vasilhas em cerâmicas decoradas com impressões regulares pintadas e geralmente com desenhos geométricos, usavam para diferentes fins e depois de velhas serviam para enterrar os mortos. A cerâmica decorada com impressões regulares da polpa do dedo, da borda da unha, da ponta do estilete, e ou era só alisada; as alisadas podiam ser pintadas com um vermelho uniforme, mas geralmente com desenhos geométricos variados em vermelho ou preto sobre uma base branca.

Artefatos de pedras polidas. Um complexo relato de nossa  raízes

Que foram os antepassados dos Carijós e procuravam a terra sem males

Fonte Museu do Homem do Sambaqui

PADRE JOÃO ALFREDO ROHR

Colégio Catarinense

 

 

Tudo o que fizeres à terra .

 Acontecera aos filhos da terra.

 

Como podeis Vos Comprar ou vender o céu, o calor e ou a terra $ Se n[os possuíssemos a frescura do ar e a frescura da terra de que maneira poderia V. Excel. Compra-los $. Cada pedaço desta terra é sagrada para meu povo. Cada espinho do pinheiro. cada rio murmurante. Cada bruma nos bosques.

Cada clareira, cada zumbidos dos insetos é sagrado na lembrança e na vida do meu povo.

    (...) os rios são nossos irmãos.

Eles saciam nossa sede, levam nossas canoas e alimentam nossos filhos. (....)

Sabemos que o homem branco não entende nossos costumes.

Um pedaço de terra para ele [e igual  ao pedaço de terra vizinha, pois é um estranho que chega, as escuras e se apossa da terra de que  tem necessidade. A terra não é sua irmã, mas sua inimiga, e uma vez conquistada, o homem branco vai mais longe. Seu  apetite arrasará a terra e não deixara nela mais que um deserto.

Não sei, nossos costumes são diferentes dos vossos.

A imagem de vossas cidades, faz mal para os olhos do  homem vermelho. Mas isto talvez seja porque o homem vermelho seja um selvagem e não entende. Não há lugar calmo  nas cidades do homen branco, a barulheira parece estourar os ouvidos.

O índio selvagem prefere o doce assovio do vento,

 lançando-se como uma flecha sobre o espelho de um lago e o aroma do vento molhado pela chuva do dia, ou perfumado pelo pinheiro.

 

 

 O ar é precioso ao homem vermelho, pois todas as coisas participam do mesmo sopro- o animal, arvore, o homem, eles dividem todos o mesmo sopro . O homem branco parece não lembrar do ar que respira. O vento, que deu a nosso avo seu primeiro fôlego, recebeu, também o ultimo suspiro.

Pensaremos , portanto na vossa oferta de comprar as nossa terras.

Mas, se decidirmos aceita-la, eu porei uma condição: o homem branco  devera tratar os animais selvagens como irmãos. Vi mais de dez mil bisontes apodrecendo nos campos abandonados  pelo homem branco que os abateu de um trem que passava.

O que o homem é sem os animais $ se os animais desaparecerem, o homem morrerá em uma grande solidão.

Ensinai também, à vossos filhos, aquilo que ensinamos aos nossos> que a terra é nossa mãe. Dizei á eles que a respeitem, pois tudo que acontecer á terra acontecera aos filhos da terra .Se os homens cospem no chão, eles cospem sobre eles mesmo. Ao menos nos sabemos isto: a terra não é do homem , o homem pertence á terra. Todas as coisas, são dependentes. Não foi o homen que teceu a teia de sua vida, ele não passa de um fio  desta teia. Tudo o que ele fizer para esta teia estará fazendo a si mesmo.

 

Há uma coisa que sabemos, e o homem branco descobrira, talvez um dia e que nosso DEUS é o mesmo DEUS  e sua piedade é igual para o homem branco e o vermelho. Esta terra lhe é preciosa e danificá-la é cumular de desprezo o seu criador.

 

 

 1854 chefe indio  Seantle